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Visita à sede da Microsoft pode render parcerias

Fonte: TIC Brasil

Uma missão comercial, formada por grandes empresas brasileiras do setor de software, visitou a sede da Microsoft em Redmond, nos Estados Unidos, entre os dias 13 e 16 de fevereiro. O objetivo do encontro foi aproximar as empresas brasileiras de software e serviços da maior empresa de software do mundo. Além da Microsoft do Brasil, a visita foi coordenada pela Softex e teve o apoio da Secretaria de Política de Informática (SEPIN) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Integraram a delegação brasileira Atech, BRQ, CI&T, CPM, DBA, G&P, Módulo, New Trend, Pitang, Politec e Stefanini, que fizeram um balanço positivo da visita.

De acordo com Djalma Petit, coordenador- adjunto da Softex, esta é a primeira vez que uma delegação de empresários brasileiros do setor de TI visita a sede da Microsoft com o objetivo de promover a competência do país e visando ao fechamento futuro de negócios. Foram dois dias dedicados à realização de uma série de palestras. Nelas, os executivos da Microsoft abordaram tendências tecnológicas, oportunidades de negócios no mercado global, critérios de aquisição de serviços de desenvolvimento pela empresa norte-americana e tecnologias ainda não plenamente exploradas pelas empresas brasileiras que buscam exportar suas soluções.

Petit afirmou que o balanço da missão foi altamente positivo. “As empresas brasileiras tiveram contato com as últimas tendências tecnológicas e de negócios da Microsoft Corporation, o que lhes ajudará a competir no mercado externo, bem como no próprio mercado interno. Destaque para duas das apresentações ocorridas: uma delas discorreu sobre as estratégias gerais de mercado da Microsoft e a outra apresentou a evolução dos produtos Microsoft. Além disto, conforme o outro objetivo da missão, as empresas brasileiras tiveram contato com executivos da Microsoft que são responsáveis pela aquisição de serviços de outsourcing, iniciando um relacionamento que poderá resultar em contratos para as empresas brasileiras”.

O International Business da DBA, Paulo Vítor de Almeida, afirmou que o evento foi proveitoso, uma vez que deu oportunidade para conhecer os novos produtos e plataformas tecnológicas da Microsoft, suas políticas de inovação e as pessoas que fazem da empresa uma das maiores do mundo. “A iniciativa da Microsoft Brasil nos proporcionou a chance de apresentar tanto a DBA e sua presença no mercado global, quanto o Brasil como um possível destino para futuras iniciativas de negócios da Microsoft. Além disso, foi possível às empresas componentes da missão se unirem num esforço de promoção do Brasil, independente da competição natural que vivemos no dia a dia”.

Para Fabio Back, Gerente de Contas Estratégicas da Stefanini IT Solutions, iniciativas como essas são importantes para aumentar a visibilidade do Brasil no mercado internacional de Tecnologia da Informação. “A missão foi um passo importante na expansão para o relacionamento com a Microsoft. Na ocasião, a Stefanini teve a oportunidade de conhecer mais sobre as diversas áreas da empresa norte- americana, além de apresentar nossa empresa aos altos executivos da Microsoft, que destacaram alguns aspectos importantes que podemos oferecer: CMMI 5, ampla presença geográfica, flexibilidade no delivery e alternativas de baixo custo na oferta de serviços e parcerias offshore, nearshore e onshore”.

Denise Zerbeto, Gerente de Relacionamento da G&P, também fez uma avaliação positiva da visita. “A missão foi extremamente positiva, uma vez que o potencial da indústria de software brasileira pôde ser explorado com seriedade, despertando interesse real nos executivos da Microsoft Corp.”

Em relação às parcerias, Paulo Vítor de Almeida disse que o evento não se propunha a criar novas parcerias no curto prazo e sim uma troca de experiências e contatos que servirão como sementes para futuras possibilidades de negócios. “De qualquer modo, a simples interação com diversos executivos e gerentes da Microsoft, além do acesso às informações sobre o que a empresa oferece/oferecerá ao mercado mundial, serão uma base para vários tipos de parcerias potenciais entre a DBA e a Microsoft. Tal relacionamento poderá se dar tanto na identificação de soluções de tecnologia que melhor se adaptem aos nossos clientes quanto para o estabelecimento de centro de desenvolvimento de soluções e produtos para a Microsoft no Brasil, usando de toda a experiência, metodologias e ferramental, hoje, adotados pela DBA para seus demais clientes e parceiros”.

O representante da Politec, Dalton Luz, disse que a empresa já possui uma parceria consolidada com a Microsoft em diversas vertentes, como, por exemplo, na implementação de um centro no interior de São Paulo para prestação de serviços de desenvolvimento exclusivamente na linguagem.NET. “Tendo já visitado Redmond a convite da Microsoft no ano passado, esta segunda visita da Politec se inseriu neste contexto como mais uma importante ação de reforço da parceria entre as empresas”.

“A G&P já mantém um relacionamento estratégico com os maiores players mundiais de tecnologia e, em 2005, foi firmado com a TECTURA - parceira global da Microsoft para soluções de ERP e CRM - um acordo de trabalho em conjunto, que trouxe para a G&P todo o know-how em projetos nessas ferramentas. A G&P é favorável à integração entre empresas brasileiras para que juntas, e cada uma em sua especialidade, possam atender às demandas internacionais com qualidade e competitividade”, acrescenta Denise Zerbeto. “Acredito que a empresa possa capitalizar esses investimentos já realizados através das oportunidades que esta missão gerará. Além disso, missões como esta projetam o Brasil no cenário mundial, beneficiando todas as empresas brasileiras fornecedoras desses serviços”, diz.

“Ainda é muito cedo para fazer esse tipo de balanço. Sem dúvida, essa foi uma oportunidade que terá continuidade e em breve esperamos iniciar novos negócios com a Microsoft não apenas no Brasil, como também nos EUA”, disse o representante da Stefanini. “Não foram firmadas parcerias de imediato, mas, sem margem de dúvida, alguns relacionamentos foram semeados com a expectativa de coleta de frutos a médio prazo”, acrescenta o executivo da Politec.

“Julgo que as parcerias foram aprofundadas e ampliadas. Do ponto de vista de País, da imagem do Brasil como provedor de serviços globais de TI, avalio que a Microsoft Corporation está começando a olhar para o Brasil com outros olhos. Para tal, o empenho da Microsoft Brasil junto à matriz da empresa nos auxilia muito. Destaco também a reunião da Softex, onde se tratou do potencial do mercado e das empresas brasileiras num contexto global. Dan Lewin, vice-presidente corporativo e desenvolvedor do grupo de estudo da Microsoft, está com visita marcada ao Brasil no próximo mês”, antecipa Djalma Petit.

Para Paulo de Almeida, os frutos são de médio e longo prazos e precisarão ser cultivados como uma semente jogada em boa terra. “A possibilidade da Microsoft estabelecer no Brasil um centro mundial de desenvolvimento, em adição aos que já tem na Índia e na China, é por si só, um grande potencial alavancador do Brasil como opção aos demais mercados, hoje já maduros, em atividades de outsourcing de serviços de TI. E a DBA tem como plano contribuir e trabalhar para que essas sementes frutifiquem”.

“Nossa expectativa é a de termos aumentado o ‘mind-share’ na sede corporativa da Microsoft a respeito do Brasil, o que, por conseqüência, favorece a ampliação do leque de oportunidades para a Microsoft, a Politec e outras empresas brasileiras para negócios locais e globais no setor de TI”, afirma Dalton Luz. “Muitas portas foram abertas. O próximo passo deverá ser uma visita dos executivos da Microsoft dos EUA ao Brasil, com o objetivo de conhecer de perto aquilo que podemos oferecer. Acreditamos que este será um passo decisivo para a ampliação dos negócios da Microsoft com parceiros/provedores de soluções brasileiros”, completa Fabio Bask.

“Esperamos ter dado um passo importante na constituição da imagem do Brasil como provedor global de TI. Nossos objetivos são de longo prazo, e para atingi-los, só com uma somatória de ações, e esta missão foi uma etapa importante neste sentido. Esperamos também que as empresas brasileiras participantes da missão, e outras também, venham efetivamente a se tornar fornecedoras da Microsoft. A empresa americana, que tem no Brasil um mercado importante para seus produtos, contrata volumes significativos de serviços de desenvolvimento em outros países, e o Brasil, pela qualidade de suas empresas, pode suprir parte desta demanda”, afirma Petit.
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