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Dataprev contrata fábrica de software Fonte: TI & Governo
O novo presidente da Dataprev, José Antonio Borba Soares, há 20 dias no cargo, já definiu a prioridade de sua gestão: dar continuidade a um processo que já dura mais de dois anos e que vinha sendo intensificado por seu antecessor, Antônio Carlos D´Avila Carvalho, de encontrar uma solução para que a empresa diminua a dependência tecnológica da Unisys. “Estamos contratando uma fábrica de software e vamos chamar 300 concursados, a grande maioria para a área de desenvolvimento, para um trabalho conjunto, voltado ao desenvolvimento de sistemas que vão substituir os que rodam no ambiente Unisys. Acabar com essa dependência tecnológica é a prioridade número um desta administração”, informou Soares, em entrevista à TI & Governo.
O consórcio formado pelas empresas DBA, Tata, MAS e Policentro foi o vencedor do edital, e deve assinar ainda esta semana o contrato, por dois anos, no valor total de R$ 23 milhões. Segundo Soares, os concursados vão trabalhar junto com o consócio e com a equipe do INSS no desenvolvimento dos sistemas, baseados em tecnologias abertas. A Dataprev será a gestora do projeto.
O presidente da Dataprev também dá prosseguimento à discussão do edital para comprar servidores de grande porte e software de banco de dados para rodar o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Segundo José Antonio Borba Soares, a grande discussão é como elaborar o edital evitando dependência tecnológica do fornecedor. A empresa não quer correr o risco de se livrar da dependência da Unisys e tornar-se dependente da IBM ou de outra fabricante de hardware ou desenvolvedora de sistemas. “Esses editais ainda dependem de decisão tecnológica, mas sairão ainda este ano”, informa Soares.
Tanto a contratação da fábrica de software quanto dos equipamentos, cujo edital está sendo escrito, serão com recursos do Programa de Modernização da Previdência Social, no valor de US$ 140 milhões, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Por isso, não devem sofrer cortes em razão do contingenciamento de 40% feito pelo governo nos recursos próprios da Dataprev. “Essa questão (do orçamento), neste momento, parece bem encaminhada”, resume Soares. O corte, aliás, teria sido a razão do pedido de demissão de Antônio Carlos D´Avila Carvalho.
O novo presidente da Dataprev não quis comentar se fará, ou não, mudanças na atual diretoria da empresa. “Não gostaria de comentar esse assunto no momento”, resumiu. Além dessa decisão, Soares terá que decidir sobre o processo de regionalização que estava em andamento na Dataprev e foi suspenso após uma greve dos funcionários, provocada, entre outras reivindicações, pelo novo modelo proposto, que pretende reduzir para dez o número de regionais (hoje quase todos os Estados tem uma representação). A proposta de mudança, da gestão anterior, gerou insegurança nas regionais, que empregam a metade dos 3 mil funcionários da Dataprev no país. O assunto será debatido por uma comissão, com representantes dos sindicatos e da Dataprev. “Vamos aguardar as sugestões da comissão, que ainda será designada, para decidirmos se o processo de regionalização terá continuidade ou não”, informa Soares.
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