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Escalada de negócios terceirizados no exterior Fonte: 100 Maiores de Telecom 2005
Com um escritório na Alemanha e prestes a abrir outro nos Estados Unidos, a DBA quer se tornar uma Offshore Delivery Center.
A DBA Engenharia de Sistemas, empresa de consultoria com forte presença no segmento de telecomunicações, busca projeção internacional. Possui um escritório na Alemanha, que está ativo há três anos, e planeja abrir outro nos Estados Unidos. Além disso, pretende fomentar alianças com parceiros estratégicos para a oferta de soluções de convergência de voz, dados e mobilidade para os demais países da América Latina.
O grande objetivo da empresa é tornar-se uma Offshore Delivery Center, revela Renato Carrião, diretor de comunicações, área que abriga os serviços de consultoria prestados aos clientes dos setores de telecomunicações e de utilities. O escritório da Alemanha serve como ponto de referência para o atendimento de clientes em outros países da Europa.
A operação tem como objetivo identificar novas oportunidades de negócios que podem ser implementadas com o suporte da matriz. Trata-se, em outras palavras, de replicar no mercado europeu os projetos conduzidos com sucesso no Brasil. A idéia é reproduzir esse procedimento no mercado norte-americano. “Mas isso vai depender de oportunidades concretas de negócio”, avisa Carrião.
O suporte da matriz a que o diretor de comunicações se refere envolve, em muitos casos, o fornecimento de soluções. A DBA possui uma fábrica de software em Manaus, onde são desenvolvidos os softwares que seguem embarcados em equipamentos, sobretudo aparelhos celulares, para o exterior. A vantagem competitiva é enorme porque os custos de desenvolvimento, no Brasil, são muito menores do que lá fora.
A política de internacionalização está produzindo resultados. A DBA venceu uma concorrência da Siemens Mobile para o desenvolvimento de software embarcado na china em parceria com uma fabricante local de handset e uma empresa indiana de testes. Mas a busca de outros mercados não se restringe a ações isoladas. A empresa é uma das sete integrantes do consórcio Brasscom – uma tentativa para aumentar a representatividade da indústria nacional no mercado mundial de software e reduzir a enorme desvantagem brasileira em relação à Índia.
No mercado interno os negócios estão evoluindo satisfatoriamente, conforme mostra o estudo “100 Maiores Telecomunicações 2005”, do IDG. O faturamento obtido a partir de contratos firmados com as operadoras fixas e móveis cresceu 40%, passando de 34,2 milhões de reais, em 2003, para 47,8 milhões de reais, no ano passado, resultado que superou as expectativas e garantiu à empresa uma fatia de 11% do mercado.
A área de telecomunicações é a principal fonte de receita da Diretoria de Comunicações, que fatura em torno de 60 milhões de reais por ano e absorve um total de 600 funcionários – 450 dos quais dedicados a projetos desenvolvidos junto às operadoras de telefonia. O faturamento global da DBA, no ano passado, foi da ordem de 200 milhões de reais.
Segundo Carrião, o serviço de consultoria prestada no setor de telecomunicações é abrangente. Envolve modelagem de processos de negócios e de gestão de TI desenvolvimento e manutenção de aplicativos e integração de pacotes de software padrão de mercado, tais como billing, business intelligence, sistema de arrecadação e cobrança, software de gestão empresarial (ERP), soluções para gestão do relacionamento com clientes (CRM), aplicativos de aprovisionamento, interconexão, mediação e de workflow, etc. São clientes da DBA a Vivo, Brasil Telecom, TIM, Claro e Embratel – esta última envolvendo um contrato regido por cláusulas de SLA firmado com a fábrica de software há dois anos.
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