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Desenvolvimento de aplicações

Fonte: Anuário Telecom 2005

A atividade de desenvolvimento de aplicações no país encontrou o seu rumo, tanto no mercado local, quanto no internacional. Sinal, enfim, do reconhecimento da capacidade da massa cinzenta made im Brazil. No ano passado, de acordo com levantamento do Anuário Telecom, a receita líquida do segmento experimentou crescimento. Comparados os resultados empresa a empresa em 2003 e 2004, a evolução foi de 22%, em reais; e cotejada a massa de receita em dólares gerada pelo maior número de empresas (20) do segmento em 2004 – US$ 113 milhões – com as analisadas em 2003 (15), o aumento, naturalmente, é maior – 59%.

A DBA, sediada no Rio de Janeiro, teve um 2004 bastante positivo. O faturamento líquido de US$ 58 milhões aumentou 16%, e 28% daquele valor foram obtidos com desenvolvimento de aplicações. De acordo com Renato Carrião, diretor de comunicações, utilities e indústria, as ofertas da empresa são variadas: desenho de processos de negócios, arquitetura de sistemas, desenvolvimento e manutenção de aplicativos, integração de pacotes de software de mercado (gestão, relacionamento com o cliente, billing), gestão de aplicativos (manutenção evolutiva e corretiva), outsourcing (BPO – Business Process Outsourcing). Porém, o carro-chefe é o desenvolvimento de aplicações, diz.

Esse conjunto de ofertas, explica o executivo, pode ser comercializado na modalidade de venda de capacidade produtiva (fábrica de software), projeto de desenvolvimento fechado (turnkey) ou alocação de mão-de-obra (consultoria homem-hora). Entre os negócios fechados no ano passado, Carrião cita a gestão de aplicativos para a Vivo, desenho de processos para a TIM, grandes projetos fechados na Brasil Telecom (relacionados ao novo billing da operadora) e na Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel (fábrica de projetos na casa do cliente e nas instalações da DBA). Finalmente, o projeto com a Siemens Mobile entrou em produção (especificação e integração de módulos, em conjunto com desenvolvimento chineses e indianos) – e o fato de a Siemens estar mobilizando suas operações móveis em todo o mundo não paralisa a iniciativa, garante Carrião.

Enfrentar a concorrência de grandes corporações não assusta a DBA, afirma o executivo: “Nosso objetivo é atuar no mercado local prestando serviços de integração, com qualidade e preço competitivo”. Neste ano, o crescimento de Manaus será de pelo menos 30%, atendendo, além da Siemens, mais um cliente offshore de telecomunicações, informa Carrião. A empresa também está diversificando áreas de atuação, agora iniciando um trabalho forte de colocação de homem-hora para gestão e manutenção de aplicativos no setor de manufatura, onde já fez negócios com a Natura, Vale do Rio Doce e Cia. Siderúrgica Nacional. No ano passado, a DBA investiu R$ 9 milhões, sobretudo na consolidação da operação do offshore delivery center de Manaus, valor que deve ser aplicado novamente neste ano. A expectativa para 2005 é crescer de 15 a 20%, mas sem contar demais com contribuições do setor de telecomunicações.
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DBA - Tecnologia da Inovação Inteligente