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Empresas brasileiras participam de Conferência do Gartner

Fonte: MLP Assessoria de Imprensa

Oito empresas brasileiras especializadas no desenvolvimento de soluções para o mercado financeiro participarão, de 28 a 31 de agosto, da primeira edição do “Gartner Financial Services Technology Summit”, em Nova Iorque. A iniciativa faz parte do Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e Serviços Correlatos (PSI-SW), desenvolvido em parceria pela APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) e pela SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência de Software Brasileiro). O PSI-SW é hoje o maior e mais abrangente plano de exportação de software e serviços já implementado no Brasil, contanto com mais de 100 empresas associadas. Sua meta é exportar, até o final do ano, US$ 16 milhões.

“É importante lembrar que a vertical de Financial Services apresenta um excepcional potencial de crescimento, projetando gastos globais da ordem de US$ 430 bilhões em TI para 2007, segundo estudos do Gartner Group”, pondera José Carlos Cusnir, coordenador do PSI-SW. Para ele, um aumento, ainda que mínimo, da participação brasileira nesse bolo traria resultados mais do que expressivos.

“O Brasil responde hoje por cerca de 3,4% do mercado. Se formos capazes de capturar mais 0,6%, teremos acesso a um volume de negócios da ordem de US$ 2,2 bilhões”, avalia Cusnir, que vislumbra para o Brasil ótimas oportunidades de negócios em Information Technology Outsourcing (ITO) e Business Process Outsourcing (BPO).

Integram a delegação brasileira ACS, BRQ, CPM, DBA, Politec, Stefanini, YKP e YMF. “Reunimos empresas capacitadas, muitas delas já com escritórios no exterior, pois o evento é uma janela de oportunidade para vendermos o conceito do “Brasil Tecnológico”, apresentando casos de sucesso e tecnologias de ponta para um público extremamente qualificado e com poder de decisão”, ressalta José Carlos Cusnir, que também acha fundamental aproveitar a ocasião para a troca de informações com os consultores do Gartner sobre a indústria brasileira de software. “Empresas indianas e irlandesas, que são importantes players nesse setor, também estarão presentes”, lembra. O “Gartner Financial Services Technology Summit” é uma conferência voltada para CEOs, CFOs, CIOs e executivos das Indústrias de TI, bancos e seguros, e tem por objetivo trazer para o setor uma visão do futuro da tecnologia, fornecendo subsídios para o enfrentamento de novos cenários e abordando complexos temas tecnológicos. A expectativa da organização é reunir 400 conferencistas. Já estão confirmadas as presenças de representantes de instituições como Bank of New York, JP Morgan Chase, Citigroup, HSBC, Chubb, Merrill Lynch e Wells Fargo. Além de uma extensa programação de palestras, o evento contará com um estande coletivo, o “Brazilian Software and Services – SOFTEX/APEX”, onde os visitantes serão cadastrados e encaminhados para o contato com os representantes das empresas brasileiras.

“A indústria de software e serviços correlatos possui caráter estratégico na medida em que desenvolve avançadas tecnologias e possibilita ao Brasil competir de igual para igual no mercado global”, pondera Juan Quirós, presidente da APEX-Brasil. Para ele, com a nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, lançada ano passado pelo governo brasileiro, ela adquiriu maiores privilégios pois as empresas passam a receber incentivos fiscais e linha de crédito como instrumentos facilitadores de expansão internacional. “A APEX trabalha há três anos para ampliar as exportações do setor de software e serviços correlatos e já investiu R$ 10 milhões em ações que beneficiaram 197 empresas”, acrescenta Quirós.

A próxima iniciativa da APEX, em conjunto com a SOFTEX, para a vertical de finanças, é a participação no “Midsize Enterprise Summit West 2005”, que se realizará entre os dias 18 e 21 de setembro de 2005, em Salt Lake City, nos Estados Unidos.

EXPECTATIVA DE BONS NEGÓCIOS E NETWORKING
A CPM, que tem a meta de exportar US$ 100 milhões nos próximos três anos, aposta no sucesso do encontro. “O Brasil passou a ser considerado um upcoming country pelo Gartner e isso é, sem dúvida, um estímulo para os empresários do setor. O fato de o evento ser focado na indústria de serviços financeiros nos motivou ainda mais, pois este é o segmento no qual o Brasil possui maior expertise. Ao unir conhecimento de negócio, flexibilidade, custos competitivos e os benefícios do modelo de operação nearshore, podemos gerar grande valor às empresas americanas. A expectativa é consolidar e ampliar nossa atuação na base instalada e gerar novas oportunidades de negócios, além de posicionar o Brasil como a melhor opção em soluções de nearshore outsourcing para empresas nos Estados Unidos, principalmente para bancos, seguradoras e operadoras de cartão de crédito”, comenta Ricardo Asse, diretor de novos negócios da CPM.

“O mercado financeiro é especialmente exigente e necessita de alta capacitação. Algumas empresas brasileiras, entre elas a Stefanini, possuem know-how suficiente para alavancar essas oportunidades com projetos pioneiros e arrojados. Vamos aproveitar o Gartner Summit para uma aproximação com os potenciais clientes da área financeira e a nossa filial em Nova York, apresentando todo a expertise da consultoria nesse setor”, explica o presidente da companhia, Marco Stefanini. O executivo justifica que o mercado financeiro é estratégico para a Stefanini e responsável, atualmente, por 40% da receita. A empresa espera que a área internacional passe a responder por 20% dos negócios até o final do ano e, até 2009, por 50%.

Para Benjamin Quadros, presidente da BRQ, uma das empresas que mais se destacam como fornecedoras de serviços e soluções de tecnologia para o setor financeiro no Brasil, a participação no Gartner Financial Services Summit proporcionará uma visão aprimorada do comportamento do mercado americano e do futuro da tecnologia, além de permitir contato com os maiores especialistas mundiais no setor e potenciais clientes e parceiros. “Já temos dois clientes nos Estados Unidos e estamos abrindo novas frentes de negócios. Esperamos alcançar uma posição competitiva no mercado mundial de software pegando carona no diferencial competitivo que é o fato de sermos uma das mais desenvolvidas indústrias de software e serviços para o setor financeiro em todo o mundo”, explica o executivo.

“Apesar de pouca tradição no mercado internacional, o setor de tecnologia bancária brasileiro é um dos mais avançados do mundo. O mercado americano, especificamente, é enorme e há oportunidades em vários setores, desde bancos de varejo a fundos de pensão”, analisa Paulo Mordehachvili, EVP e diretor de international business da DBA. Na visão de Mordehachvili, o Gartner Financial Services Summit é uma oportunidade única para o Brasil se colocar no radar mundial de empresas que buscam alternativas de sourcing que possam oferecer o melhor custo-benefício.

De acordo com José Eduardo Ribeiro Lima, diretor de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da ACS, a indústria financeira, juntamente com a de telecomunicações, são as que mais demandam serviços de outsourcing de processos de negócios (BPO), inclusive serviços de call center (teleservices). “A ACS tem a indústria financeira como um dos segmentos prioritários, tanto no Brasil quanto no exterior, uma vez que possui uma infra-estrutura de operações, tecnologia de ponta e processos non-stop, que normalmente são requerimentos para operações dessa indústria. Acreditamos que os serviços de call center da ACS irão complementar a oferta de serviços das demais empresas que, juntas, estarão oferecendo uma solução completa de serviços de TI para a vertical. Nossas expectativas são grandes no sentido de desenvolver contatos e prospects”, prevê o diretor da ACS.

“Já é tempo de associar o nome Brasil à tecnologia de ponta”, diz Djalma Petit, coordenador-adjunto da SOFTEX. “Por isso estamos trabalhando com uma estratégia agressiva e sistemática que inclui não apenas a participação das empresas brasileiras em encontros segmentados, como o Gartner Summit e a Eurobanktech, em outubro, na Alemanha, mas também o relacionamento com formadores de opinião internacionais que possam atestar a confiabilidade e a competência do setor brasileiro de TI”, finaliza Petit.
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