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Um xerife “made in Brasil” Fonte: Revista Brasil Energia
Uma parceria internacional para combater perdas comerciais das distribuidoras de energia elétrica do país. Assim a DBA, empresa brasileira de soluções de TI, fechou contrato com a consultoria Bearing Point, adquirida pela KPMG da Ernest&Young, para dar mais credibilidade a ações antifurto de energia. O acordo faz parte de uma estratégia da DBA para entrar no mercado de distribuição focando a área de perdas – nas quais promete uma redução em torno de 50%.
Ainda não há um contrato fechado, mas tudo indica que os negócios vão avançar. Há um grande trabalho de divulgação a ser feito, já que os produtos “made in Brasil” direcionados especificamente para eliminar perdas são pouco conhecidos pelas concessionárias. “É difícil uma empresa nacional de TI ser contratada por empresas daqui, pois o know-how adquirido lá fora é muito maior. Por isso optamos pela parceria com uma empresa estrangeira”, explica o gerente de Mercado de Energia e Governo da DBA, José Augusto de Almeida Filho.
A falta de tradição do Brasil no assunto é comprovada pelo fato de que as poucas distribuidoras que implantaram ou estão em vias de implantar sistemas de gestão comercial e de projeção de consumo integrados para combater perdas – a pioneira Bandeirante Energia, Light, AES Eletropaulo, Cemig, CPFL – não contrataram a DBA, apesar de a empresa brasileira ter participado de todos os processos de contratação do serviço.
Por isso, a área de energia ainda responde por uma parcela inexpressiva dentro do faturamento anual da empresa, que tem entre seus maiores clientes empresas de finanças, governo e telecomunicações. A meta, contudo, é que este setor – incluindo petróleo e gás – cresça a taxas de 100% nos próximos anos.
Para garantir esse crescimento, a empresa aposta na implantação de sistemas de gestão de conhecimento apoiados por sistemas de Business Intelligence (BI) como a forma mais eficaz de reduzir perdas.
Os primeiros englobam todas as informações da rede e confrontam os dados com a energia faturada nas unidades consumidoras. Se houver diferença – ressalvados os percentuais normais de perdas técnicas –, é quase 100% certo estar havendo alguma fraude de energia, o que facilita a detecção do problema.
Já os sistemas de BI fazem projeções de padrão de consumo de determinada região e ajudam a concessionária a identificar os furtos de energia, caso haja grande discrepância entre a projeção e o efetivamente ocorrido. “Estas soluções só são realmente úteis se trazem com elas as melhores práticas de gestão de informações, adquiridas ao longo do tempo, sobretudo em empresas de energia de excelência no exterior”, pondera Almeida Filho.
Os sistemas de BI também têm a função de “acompanhar” o consumidor para onde quer que ele vá. Isso evita que um cliente burle o medidor porque se mudou de uma área de alto consumo de energia para uma de baixo consumo compatível com a região de sua nova moradia, o que, na verdade, pode mascarar uma avaria no medidor.
A DBA acredita que cerca de 50% das fraudes de energia, em média, são passíveis de serem eliminadas com a adoção destes sistemas de gestão. “Perdas são comuns a outros setores também, como água e telecom; mas se as informações forem mais bem-geridas, é possível elimina-las”, conclui o gerente da DBA.
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