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Mais Segurança em seu Banco Fonte: Jornal de Brasília
Segurança e internet são palavras que não costumam andar juntas, principalmente, no que tange à operações bancárias. Para minimizar perdas no ambiente eletrônico, as opções para bancos, empresas e governo eram usar criptografia, smart card, biometria ou assinatura digital. No entanto, um hardware inovador, chamado ZYT, proporciona o nivel mais avançado de segurança ao unir todas as soluções anteriores, mais a possibilidade de conferir se os dados mostrados no monitor do terminal foram trocados por baixo dos panos.
O produto, lançado semana passada em São Paulo, no XIV Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab 2004), tem tecnologia 100% nacional. O desenvolvimento do ZYT – comercializado com exclusividade pela DBA Engenharia de Sistemas – levou dois anos e consumiu investimentos de cerca de R$ 4,7 milhões. “O equipamento não tem similar”, afirma Márcio Campos, diretor da Tauá.
O ZYT é composto por um visor de cristal líquido, um sensor que capta impressões digitais por meio da temperatura do dedo humano e um leitor de smart card. O equipamento tem a função de impossibilitar fraudes, como as cometidas por meio de roubo de senhas e programas de invasão instalados por hackers. "Com o ZYT não se assina nada às cegas, pois alguns dados como o valor da transferência, podem ser conferidos no visor do aparelho. Assim uma transação de R$ 500, alterada para R$ 20 mil, com o uso de um cavalo de Tróia, é identificada antes de ser finalizada", explica Marcio Campos.
O ZYT trabalha com o sistema operacional Linux, conectado ao computador hospedeiro diretamente ou por meio de rede local. Ele recebe documentos assinados ou verificados digital e aos signatários, armazenados em envelopes de segurança assinados digitalmente.
Além da fusão de várias soluções de segurança em um único hardware, ZYT traz a vantagem de não usar senhas – dispositivo mais fácil de ser superado. "Para desvendar o segredo de nossa chave criptográfica de 1.024 bits, perde-se anos. Já o sistema de biometria com sensor térmico impede que cópias de silicone e até dedos arrancados sejam utilizados para ter acesso às informações do cliente", afirma Marcio Campos.
Voltado, a princípio, para o mercado corporativo, o ZYT também pode revolucionar o uso do homebanking, desde que haja demanda suficiente no comércio, o que provocaria a queda do custo para uso pessoal. Seu preço não foi fornecido, mas, segundo a diretora da DBA, Patrícia Andrade, "seu preço será competitivo e estabelecido de acordo com cada negociação".
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