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Bancos de ficção científica

Fonte: Jornal O DIA

O futuro dos bancos será inspirado no cinema. Os caixas eletrônicos que vêm por aí dispensam as senhas, utilizando a impressão digital ou uma piscada em frente a um visor para dar acesso à conta – e fique tranqüilo, porque órgãos arrancados não valem. É a biometria – forma de identificação por características físicas, que deu o tom da feira Ciab 2004, de tecnologia para o setor financeiro.

Inovações como essas dividiram espaço com o caixa eletrônico que lê os cheques, dispensando a compensação; o terminal que conta maços de 100 notas, aposentando os envelopes; e sistemas do tipo Big Brother, que acompanham os passos do correntista, bloqueando a conta em caso de saque suspeito.

Um dos lançamentos é o Zyt, que faz a identificação pela impressão digital. Márcio Lima, diretor da Tauá Biomática, diz que levou em conta as cenas dos filmes de ficção científica, nas quais bandidos cortam dedos das vítimas para acessar os dados: “O leitor é térmico. Um dedo arrancado não tem a temperatura necessária para ativá-lo”.

Um outro sistema, lançado pela Politec, reconhece a íris do cliente. O olho é fotografado e essa informação vira um código. Da mesma forma, um olho “morto” não dá acesso à conta.

Além da identificação sofisticada, os caixas eletrônicos do futuro vão “enxergar” melhor. Os modelos da feira dispensam envelope para depósitos. A Itautec Philco tem um terminal que “lê” o cheque, dispensando a compensação, e outro que conta notas, rejeitando as falsas.

A segurança contra fraudes conta com o PRM, da empresa ACI. O sistema analisa o comportamento do cliente, dando pontos para atitudes fora do padrão. Ao extrapolar um determinado número, o setor de controle de riscos da instituição financeira pode suspender a conta.
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