 |
CeBIT Hannover 2004 Fonte: Hannover do Brasil - Imprensa - Press-release
Nos quesitos jogo-de-cintura e criatividade pode-se dizer que os brasileiros são campeões mundiais. Ou, senão, estão bem perto disso. Um exemplo da ginga nacional na área tecnológica é o “cartucho de tinta reciclado”, uma idéia que é sucesso no Brasil e tem tudo para invadir as impressoras do mundo. Já um fruto direto do nosso poder de invenção é o ZYT, um equipamento para ambientes eletrônicos com tecnologia genuinamente brasileira. Apresentado pela primeira vez na CeBIT, ele torna realidade transações bancárias feitas pela internet com auxilio da impressão digital do internauta. Ambas as soluções podem ser encontradas na feira no estande coletivo organizado pela Hannover Fairs do Brasil, com apoio da APEX-Brasil.
A empresa paraibana New Ink Informática está mostrando em Hannover seu dispositivo para testar cartuchos reciclados. O aparelho cabe no bolso, é menor que a maioria dos concorrentes, além de ser prático, já que mostra por sinais luminosos que os contatos do cartucho funcionam. “Muitas máquinas que existem no exterior são mais caras e maiores”, ressalta Irenaldo Marinho, diretor de marketing da New Ink. “E o nosso equipamento dá o resultado automaticamente, com sinais luminosos, mostrando se o cartucho tem condições de ser reutilizado”, completa. Outra diferença do produto em relação aos concorrentes de fora é o preço, cerca de US$ 50 mais barato que os similares estrangeiros mais baratos.
A reciclagem de cartuchos de tinta para impressora está virando uma coqueluche no mercado de informática no Brasil. A tendência vai chegando também ao exterior. A New Ink já comercializa seus produtos para 18 países, entre eles Espanha, Estados Unidos e México. Na CeBIT, a empresa já fez contatos com representantes de Alemanha, Israel e Índia.
Já o ZYT ainda não saiu do Brasil. A mais nova criação da empresa Tauá Biomática é outra idéia brasileira que tem tudo para vingar, já que dá mais segurança a transações financeiras pela internet, seja em transferências bancárias ou compras com cartão de crédito. O ZYT é composto por um visor de cristal líquido, um sensor para captar impressões digitais através da temperatura do dedo humano e um leitor de smart card. O aparelho impossibilita certos tipos de fraude, como as cometidas através do roubo de senhas por programas de invasão, como o Cavalo de Tróia.
Com a leitura das impressões digitais do usuário, o ZYT identifica a pessoa que faz a transação, tornando códigos e números secretos coisas do passado. O desenvolvimento do aparelho – comercializado com exclusividade pela DBA Engenharia de Sistemas – levou dois anos e consumiu investimentos de quase US$ 1,5 milhão. “Nosso equipamento não tem similar até agora”, afirma Márcio Campos de Lima, diretor da Tauá Biomática. O dispositivo está ainda em processo de homologação para ser levado ao mercado brevemente.
A carioca DBA, que está apresentando o ZYT, está também na CeBIT para lançar internacionalmente seu serviço de offshore. Uma das maiores empresas brasileiras no setor de consultoria em tecnologia de informação, com escritórios em cinco cidades brasileiras e um na Alemanha, a DBA se prepara para invadir a praia dos indianos, exportando serviços de informática para Europa e Estados Unidos, oferecendo desenvolvimento e implementação de sistemas a preços competitivos para clientes fora do país. Um primeiro passo nesta estratégia foi a fundação do Offshore Delivery Center, uma espécie de fábrica de programas de computador. Primeiro do gênero na América Latina, o centro vai fazer parte, a partir do próximo ano, da futura sede da empresa no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. Para o projeto, a DBA prevê a contratação de mais de 1,5 mil profissionais nos próximos três anos, praticamente dobrando o quadro de empregados.
|
|
 |