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Gigantes dão as cartas no mercado Fonte: Computerworld
As áreas de serviços profissionais podem ser consideradas as mães de todas as ofertas de terceirização existentes hoje no mercado. O que começou com a oferta de consultoria especializada, evolui para portfólios que vão até o desenvolvimento de aplicativos customizados, com a predominância de gigantes como a IBM ou a companhias tradicionais como a DBA e a Atos Origin.
O escopo da área de serviços de terceirização da IBM Brasil, por exemplo, é o AMS (Application Management Service). Essa divisão foi relançada em julho de 2001 e conta com mais de 33 mil funcionários no mundo, 800 dos quais no Brasil. Envolve desde consultoria, desenvolvimento de aplicações e processos de negócios, passando por assumir toda a gestão de aplicações e manuntenção do legado e de novos aplicativos, customizados ou pacotes prontos, além de desenvolvimento sob demanda na fábrica de software.
A empresatem mais de 50 clientes com projetos de desenvolvimento e implementações de aplicativos usando a fábrica de software e uma base de 14 clientes em projetos end-to-end, com gestão completa de aplicativos, entre eles a Nestlé e a CPFL. As multinacionais estão trazendo para o país novos padrões de exigência e de qualidade e isso vai estimular a adoção do modelo end-to-end por companhias locais, conta Ayrton Torres, excutivo da IBM para a área de desenvolvimento e manuntenção de aplicativos e fábrica de software.
Não é pura imitação, certamente. O atendimento às novas exigências da clientela requer muito investimentos dos provedores. A IBM não divulga números sobre suas despesas, mas faz alarde do processo de certificação de suas fábricas de software, instaladas em Capinas, São Paulo e Rio de Janeiro, que alcançaram o nível CMM 3 (Capability maturity Model). Esse é um diferencial de qualidade que nos permite prover serviços treceirizados de desenvolvimento e manuntenção de aplicações, com padrão internacional de excelência e preços competitivos , diz Torres. Ele relata experiências de redução de custos nos serviços prestados ais clientes da ordem de até 30%.
Capacitação técnica também é a chave para explicar o enorme sucesso da Atos Origin Brasil, subsidiária da companhia holandesa de prestação de serviço de tecnologia e outsourcing. Na parte de desenvolvimento e gestão de aplicativos, por exemplo, a empresa trabalha há quase cinco anos com a metodologia Continuity Service Delibery Model (CSDM), baseada no ITIL (Information Technology Infrastructure Library), um conjunto de melhores práticas para gestão de serviços, criado pelo governo inglês, que agora faz furor no mercado brasileiro.
Outro feito: os processos organizacionais CMM de nível 5, que foram migrados no início do ano da unidade Atos Origin Índia para a unidade Brasil, garantiram à subsidiária local ser escolhida um dos três fornecedores de serviços de fábrica de software para o conglomerado financeiro ABN-Amaro, Banco Real, Bandepe, Real Seguros e empresas coligadas. A Atos Origin está bem preparada para atuar no mercado de terceirização tanto no modelo de desenvolvimento como no de gestão de infra-estrutura e aplicativos end-to-end, afirma Oscar Delgado Acuña, responsável pela área de outsourcing da companhia.
Mundialmente, a Atos Origin teve faturamento de US$3,5 bilhões em 2002. A subsidiária não fornece dados financeiros sobre seu desempenho, mas as estimativas de analistas de mercado são de que as vendas locais tenham se situado em torno US$8 milhões. Tivemos um crescimento de clientes, especialmente na área de desenvolvimento de aplicações, mas temos observado também um aumento de interesse no campo dos serviços gerenciados., conta Acuña.
Um exemplo, informa ele, é o projeto desenvolvido pela fábrica de software para a Renault do Brasil. A empresaqueria criar um canal de vendas de carros, via internet, com cadastramento de clientes e foco no relacionamento, tudo integrado com a plataforma de gestão utilizada para administração os seus negócios, o SAP R/3. Fomos contratados desde a fase de planejamento, desenvolvimento e operação. Hoje o web site está rodando, suportando no data center da Atos Origin. Foi uma solução de outsourcing completa, do começo ao fim, indica o executivo.
Fábricas de software e certificação CMM são passos essenciais rumo a execelência na oferta de seviços de TI, mas não fazem mais a diferença quando o tema é o acirramento da competição global no segmento, avalia Danilo Meth, sócio-diretor da DBA Engenharia de Sistemas, fornecedora tradicional de serviços outsourcing para empresas de telecomunicações.
No início de novembro, a DBA lançou a pedra fundamental do Offshore Delivery Center (ODC), uma megaestrutura tecnológica, com 13 mil mentros quadrados, no Rio de Janeiro, e acpacidade para 2,5 mil profissionais para desenvolvimento, manuntenção e gestão de aplicativos em produção, fruto de investimento de R$ 30 milhões, em parceria com a COPPE/UFRJ. Com o ODC pretendemos nos diferenciar com relação ao processo de gestão interna e dos serviços ao cliente, aplicando metodologia, modelagem de processos e ferramentas de gerenciamento únicas no mundo ao dia-a-dia da operação e aos serviços de TI, afirma, deixando claro que só a tradição não garante receita.
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