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DBA Engenharia vai investir R$ 30 milhões na UFRJ

Fonte: AliceRamos.com

A multinacional brasileira DBA Engenharia de Sistemas iniciou seus investimentos para se estabelecer no Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão. No dia 11 de novembro a empresa fez o lançamento da pedra fundamental de uma edificação que custará para a DBA cerca de R$ 15 milhões, que serão gastos até o ano que vem. Danilo Meth, chairman do Comitê Executivo e fundador da corporação, disse em entrevista exclusiva ao AliceRamos.com que espera melhorar significativamente a capacidade da empresa de gerar inovação através da pesquisa e do desenvolvimento no meio acadêmico.

A transferência da sede da DBA para a universidade é fruto de uma parceria com a Coppe/UFRJ que visa atender a estratégia da empresa levando em consideração o que chamam de os três Es do crescimento sustentável: educação, emprego e exportação, mas tendo em vista a acirrada disputa mundial na área de prestação de serviços.

E para demonstrar que os executivos da DBA estão pensando num empreendimento de grande monta, a empresa anunciou que irá investir R$ 30 milhões no projeto até 2008. Além da construção da nova sede numa área de 9.100m2, os aportes serão destinados à criação de um Offshore Delivery Center (ODC) que consiste na construção de um local apropriado para desenvolvimento e pesquisa, infra-estruturas de energia e telecomunicações de alta disponibilidade, além de proximidade com aeroportos e portos com saídas nacionais e internacionais, fazendo ao mesmo tempo que a integração com a universidade a transforme numa fábrica de conhecimento.

Segundo Danilo Meth, o conceito ODC atualmente é uma exigência do mercado. O fato de estarmos juntos com a universidade nos dará condições de trazermos seus alunos para dentro da realidade da empresa, proporcionando-lhes uma formação que atenda melhor as demandas do mercado, ao passo que também teremos disponível uma mão de obra mais qualificada no Brasil.

Embora a estratégia da DBA busque obter níveis internacionais de qualidade, além de melhores práticas de gestão, investir numa universidade pode ser uma faca de dois gumes, mesmo assim o executivo da corporação não vê isso como um obstáculo. A verdade é que acabaremos por capacitar nossos concorrentes diretos, ou seja, depois que a universidade detiver o expertise e o diferencial do nosso processo de gestão, ela pode, a seu critério, associar-se a outras empresas e repassar-lhes a nova tecnologia, como prevê as condições estabelecidas para a parceria, declarou Danilo Meth.

Entretanto o executivo disse que a visão deve levar em conta a elevação da exportação de TI do país como um todo e deixar a preocupação com a concorrência em segundo plano nesse caso. Não se trata de patriotismo, mas por que no mercado internacional para que nossos serviços sejam recomendáveis é necessário que todo o mercado nacional o seja. Não adianta apenas uma empresa ser competente, pois o que conta é o contexto do mercado doméstico como um todo, por isso é importante termos mais players com boa atuação na prestação de serviços em TI no Brasil. Precisamos criar a própria cultura do negócio, explicou Danilo. Do nosso lado a gente oferece essa condição para o país, mas se este não levar adiante sua próprias providências para inserir-se neste novo cenário que se desenha no mundo, não seremos reconhecidos lá fora como um pólo de gestão do conhecimento, acrescentou.

Como resultado da parceria a DBA Engenharia de Sistemas espera difundir a certificação Capability Maturity Model (CMM), nível 2, que a empresa trouxe da Índia, e fazer do sistema de gestão Professional Services Automation (PSA) um diferencial competitivo. De acordo com Danilo Meth, a DBA pretende gerar mais 1,5 mil novos postos de trabalho, entre alunos e profissionais, quando as novas instalações da empresa estiverem concluídas na Ilha do Fundão. Atualmente a sede da DBA no Rio de Janeiro, no Teleporto do Rio de Janeiro, conta com 900 funcionários.

O sistema permite a gestão integrada para empresas de serviço e sua disponibilidade é fundamental para que todos os processos da companhia possam ser implantados de acordo com metodologias de qualidade de serviços de outsourcing específicas para empresas inseridas neste mercado. Como é o caso da eSCM (IT enabled sourcing capability model), utilizada pela DBA.

A parceria da DBA com a Coope/UFRJ e o Parque Tecnológico do Rio de Janeiro é pioneira no Brasil, todavia os países que mais investem em ODCs são a Índia, os Estados Unidos, a China e a Rússia que no entender da DBA não é por acaso que estes são justamente os maiores concorrentes do Brasil em oferta de serviços de software.

Danilo disse acreditar que o aumento da carga tributária, principalmente com relação às exportações, deverá ser repensado pelo Governo mas que independente disso a DBA não irá parar com seus projetos de expansão pois se trata de projetos plurianuais, feito com três anos de antecedência.

E a habilidade da empresa de traçar planos para o futuro, lhe deu condições de estabelecer com sucesso uma filial na Alemanha que já participa de vários processos internacionais. Aliás até o final do ano passado foi uma filial que cresceu à ordem de 50% ao ano e basicamente trabalhamos com pessoas brasileiras que enviamos para lá, destacou Meth, acrescentando que as afinidades culturais que fazem os alemães acharem o Brasil um país legal, a dificuldade da língua - que de um modo geral inibe os concorrentes de se aventurarem por lá - foram os motivos que levaram a DBA a investir naquele país.

Apesar da parceria ser com uma universidade pública, Danilo Meth fez questão de frisar que a DBA não recebe nenhuma vantagem fiscal por causa do empreendimento. Todo nosso investimento será feito com verbas próprias, concluiu.
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DBA - Tecnologia da Inovação Inteligente